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Coleta de lixo no Dia do Rio mostra situação precária do Lago Aratimbó

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24 de nov de 2018 Agricultura e Meio Ambiente
Imagem Coleta de lixo no Dia do Rio mostra situação precária do Lago Aratimbó
Coleta de lixo no Dia do Rio mostra situação precária do Lago Aratimbó

Para marcar o Dia do Rio, comemorado nacionalmente em 24 de novembro, a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente da Prefeitura de Umuarama realizou um ato simbólico no Lago Aratimbó, na manhã desta sexta-feira, 23. Construído para ser um dos cartões-postais da cidade, inaugurado em dezembro do ano 2000, o lago enfrenta hoje uma série de problemas, principalmente assoreamento e poluição, causada pelo acúmulo de lixo e despejos irregulares nas galerias pluviais que ali desaguam.

O diretor de Meio Ambiente do município, Matheus Michelan Batista, reuniu uma equipe da sua pasta, agentes da Vigilância Ambiental da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) e voluntários da Copel para uma rápida limpeza às marges do lago. O trabalho teve de ser interrompido devido às chuvas, mas em cerca de uma hora foram recolhidos vários sacos de lixo. “Há muito lixo flutuante, como recipientes plásticos, calçados e brinquedos velhos, isopor, madeiras e outros resíduos, que prejudicam a aparência do nosso lago e que, acima de tudo, afetam a qualidade da água e prejudicam a fauna aquática”, avaliou o diretor.

Outro problema sério e a poluição, causada por construções civis e oficinas que jogam resíduos nas calçadas ou no asfalto em bairros localizados na parte acima da represa. “Com a chuva, ou mesmo com a água usada na limpeza de betoneiras, lavagem de peças e funilaria de veículos, os resíduos acabam caindo nas galerias pluviais e são conduzidos diretamente às nascentes do lago, causando um triste aspecto de sujeira, podendo inclusive causar a morte de peixes”, acrescentou Matheus Michelan.

O diretor deve enviar amostras de água para análise nos próximos dias, porém já imagina os resultados. Já o assoreamento, um problema recorrente, não tem nenhuma ação prevista em curto prazo. “Precisamos combater a causa desse acúmulo de areia, terra e detritos no lago. Fiscalizar a parte de cima do córrego, adotar medidas preventivas, intervenções estruturais, o que for necessário para evitar que essa areia chegue até a represa. Só aí poderemos dragar os sedimentos e garantir uma conservação de qualidade com este, que é um dos principais pontos de encontro, lazer e convivência dos umuaramenses”, completou.

No próximo ano, a Diretoria de Meio Ambiente vai estudar quais medidas são necessárias e viáveis para resolver o problema do assoreamento, além de combater a poluição. Uma delas será a instalação de bueiros inteligentes (com grades que ajudam a reter os resíduos sólidos antes de chegarem à represa) e redes de contenção nas saídas de galerias pluviais. “A população precisa se conscientizar que todo o lixo jogado na rua vai para a boca de lobo e pelas galerias acaba chegando aos nossos rios e lagos. É essa falta de cuidado que causa esse triste cenário, embora a cidade conte com coleta de lixo regular em todos os bairros – de resíduos orgânicos e material reciclável”, finalizou Matheus Michelan.

 

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Crédito: Tiago Boeing