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Compras da agricultura familiar são tema de encontro regional em Umuarama

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2 de ago de 2018 Agricultura e Meio Ambiente
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Compras da agricultura familiar são tema de encontro regional em Umuarama
 Uma equipe do Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição Escolar (Cecane) do Paraná, composta pelas nutricionistas Sandy Souza, Aline Rodrigues e Eloize Corrêa, realizou durante esta terça-feira, 31, em Umuarama, o Encontro Regional da Compra da Agricultura Familiar, reunindo representantes de 15 municípios do Noroeste do Estado. São cidades que não atingiram a média mínima anual de 30% em compras da agricultura familiar para o PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar.
Os temas do encontro foram apresentados a secretários municipais de Agricultura, Educação, técnicos e nutricionistas dos municípios, funcionários da Emater/PR e lideranças dos agricultores. “O Cecane funciona em parceria com o FNDE (Fundo nacional de Desenvolvimento da Educação) e com a Universidade Federal do Paraná (UFPR). Nestas visitas, realizadas por todo o interior do Estado, apresentamos os objetivos do PNAE, a importância do envolvimento dos municípios e discutimos as dificuldades que eles encontram para superar essa meta de compras da agricultura familiar”, explicou a nutricionista Sandy Souza, que participou pela Prefeitura ao lado da nutricionista Fabiana Laino e do agrônomo Márcio Rezende.
Mais de 40% dos produtos servidos na merenda escolar de Umuarama, no ano passado, foram provenientes dos pequenos agricultores. As secretarias municipais de Agricultura e Educação de Umuarama atingiram 42% em compras da agricultura familiar, de acordo com a nutricionista Dirlene Pereira Lima. Mas entre os 399 municípios do Estado, as compras vem diminuindo nos últimos anos, ficando abaixo dos 30% em 136 cidades.
Nestes encontros, o Cecane discute com os participantes sobre os alimentos necessários, viáveis, rentáveis para os agricultores e saudáveis para os alunos consumirem na merenda, tornando mais eficiente a relação entre os fornecedores e os compradores – no caso, os municípios. “Queremos unir esforços para reverter a tendência de queda na aquisição de produtos da agricultura familiar”, explicou Sandy Souza. Em todo o Estado, a média caiu de 37% em 2014 para 29,8% em 2016 – último ano totalizado na base de dados do Cecane.
Embora o volume de recursos recebido com as compras tenha sido expressivo – R$ 219,8 milhões em 2016 – a agricultura familiar perdeu cerca de R$ 4,2 milhões com as compras abaixo no mínimo legal. “É um dinheiro que faria a diferença na vida de muitas famílias que vivem da produção nas pequenas propriedades, portanto é importante revertermos essa tendência. Para isso, o agricultor precisa produzir em sintonia com as necessidades dos municípios”, completou a nutricionista.
Os participantes receberam no encontro um amplo material sobre a legislação dos alimentos, com instruções normativas, resoluções de diretoria colegiada, informes técnicos, portarias, decretos e leis de organismos ligados ao setor.
 

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