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Entre cidades acima de 100 mil habitantes, Umuarama é a 5ª melhor do país em saneamento

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10 de jun de 2020 Agricultura e Meio Ambiente
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Entre cidades acima de 100 mil habitantes, Umuarama é a 5ª melhor do país em saneamento

Entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, Umuarama é a 5ª colocada em todo o país no ranking ABES da Universalização do Saneamento, divulgado na última semana pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES). A Capital da Amizade atingiu 449,98 pontos e ficou atrás apenas de São Caetano do Sul, Rio Claro e Piracicaba (todas de São Paulo), que atingiram a pontuação máxima (500), e de Curitiba, que somou 499,99 pontos.

A ótima avaliação no ranking, que considera abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, coleta e destinação adequada de resíduos sólidos para aferir a classificação dos municípios, aponta que Umuarama está no caminho certo tanto na prestação de serviços pela concessionária Sanepar – tratamento e distribuição de água potável, coleta e tratamento de esgoto – quanto pela parte que cabe ao poder público – coleta e destinação dos resíduos sólidos.

Para o prefeito Celso Pozzobom, é importante para o município a parceria com uma empresa eficiente no abastecimento e esgotamento sanitário. Ele destacou a renovação do contrato, aprovado recentemente pela Câmara de Vereadores, que prevê mais investimentos na expansão e melhoria dos serviços. “O que já está bom vai melhorar ainda mais, com o grande volume de recursos que será aplicado na ampliação do sistema e atendimento a novos bairros e regiões da cidade”, disse.

O plano de investimentos da companhia para os próximos 30 anos prevê o atendimento de 100% da população urbana na cidade e distritos com água tratada e 95% com coleta e tratamento de esgoto (o índice atual é de 92%). Para isso, serão investidos em torno de R$ 236 milhões durante o contrato, sendo R$ 52,6 milhões em ampliação da captação, tratamento e distribuição de água; R$ 91,1 milhões na rede de coleta e tratamento do esgoto; e mais R$ 93 milhões em melhorias nos dois sistemas.

Quanto aos resíduos sólidos, o prefeito Celso Pozzobom lembra que Umuarama conta com coleta diária em 100% da cidade (tanto de lixo orgânico quanto reciclável) e destinação ao aterro sanitário municipal que é considerado modelo de gestão e cuidados ambientais. “Junto ao aterro funciona a cooperativa de reciclagem, que emprega várias pessoas e ajuda a preservar o meio ambiente e aliviar a pressão sobre as células de armazenamento de resíduos, e também a usina de britagem, que reaproveita o entulho da construção civil e produz cascalho para melhorias nas nossas estradas”, citou.

Tudo isso é resultado do planejamento e da seriedade com que o município trata o saneamento básico. “O resultado aparece quando a cidade é avaliada por organismos externos, com critérios científicos próprios e credibilidade, como a Abes, mas é vivido no dia a dia pela população, com o alto índice de qualidade de vida”, completou o prefeito.

RANKING

Abaixo de Umuarama, outras cidades importantes do Paraná alcançaram boas colocações no ranking, como Cascavel (11º lugar, com 498,98 pontos), Londrina (17º), Cambé (18º), Maringá (25º) e Foz do Iguaçu (29º). No mesmo grupo aparecem ainda as cidades paranaenses de Pinhais (34º), Apucarana (52º), Guarapuava (53º), Toledo (58º), Piraquara (59º), Ponta Grossa (77º), Arapongas (82º), São José dos Pinhais (89º) e mais adiante Paranaguá, Araucária, Colombo, Campo Largo e Almirante Tamandaré.

Outras cidades paranaenses ocupam posições no ranking na categoria pequeno e médio porte, com destaque para Campo Mourão (6º lugar, com 499,98 pontos); Paranavaí (59º, com 488,28 pontos); e mais adiante Cianorte (438,36 pontos).

Em sua quarta edição, o ranking ABES se consolidou como um importante instrumento de análise do setor, apontando o quão próximo os municípios estão da universalização do saneamento. Apura ainda os impactos da ausência ou precariedade do saneamento na saúde da população. Por fim, apresenta um panorama da situação de cada município em relação à formulação do Plano de Saneamento Básico, instrumento fundamental para as políticas públicas de saneamento no país e condição para obtenção de recursos da União para esses serviços a partir de 2023.

O ranking 2020 reúne 1857 municípios, representando cerca de 70% da população do país e mais de 33% dos municípios brasileiros que forneceram ao SNIS1 – Sistema Nacional de Informações de Saneamento – as informações para o cálculo de cada um dos cinco indicadores utilizados no estudo, incluindo as 27 capitais brasileiras.

A organização da publicação divide os municípios em duas faixas populacionais: pequeno e médio porte (até 100 mil habitantes) e grande porte (acima de 100 mil), o que torna a comparação mais equilibrada. Para todas as bases foi considerado o ano de referência 2018.

MÉTODO

O ranking avalia o percentual de pessoas atendidas pelos serviços de abastecimento de água, coleta de esgoto e de resíduos sólidos, além de aferir o quanto de esgoto recebe tratamento e se os resíduos recebem destinação adequada. Só entram no ranking os municípios que forneceram aos SNIS as informações para cálculo de cada um dos indicadores.

Os municípios foram classificados em categorias de acordo com a pontuação total obtida pela soma do desempenho de cada indicador. A pontuação máxima (500 pontos) é atingida quando o município alcança 100% em todos os cinco indicadores. As categorias são: Acima de 489,00 – Rumo à universalização; De 450,00 - 489,00 – Compromisso com a universalização; De 200,00 - 449,99 – Empenho para universalização; e Abaixo de 200,00 – Primeiros passos para a universalização.

COMPOSIÇÃO

Compõem o ranking 1857 municípios do Brasil. A região com maior representatividade é a Sudeste, com 63,67% dos municípios e 88,55% da população. A menor é a região Norte com 9,78% dos municípios e 47,24% da população. Segundo o porte, cerca de 85% dos municípios ranqueados são de pequeno e médio porte.

A justificativa para a ausência de 3.713 municípios do país (66,66% do total) é, portanto, a falta de informação em um ou mais indicadores – os que mais impactaram foram a coleta e o tratamento de esgoto.

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