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Cooperativa de Catadores de Recicláveis recebe R$ 84 mil em equipamentos

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10 de fev de 2011 Diversos
Imagem Cooperativa de Catadores de Recicláveis recebe  R$ 84 mil em equipamentos
Cooperativa de Catadores de Recicláveis recebe R$ 84 mil em equipamentos
A parceria entre a Prefeitura de Umuarama, através da Secretaria Municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Turismo, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA), ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), ABIPLA (Associação Brasileira de Indústria de Produtos de Limpeza e Afins) e G22 - grupo que reúne os municípios paranaenses que mais geram resíduos -, assegurou R$ 152 mil em repasses para a efetivação das atividades da Cooperativa dos Catadores de Recicláveis de Umuarama - COOPERUMA (entidade anteriormente denominada Assucmar).
Do montante, aproximadamente R$ 84 mil foram investidos na aquisição de equipamentos como esteira para separação de recicláveis, prensas hidráulicas, elevador de cargas, balança eletrônica, carro para fardos e mesa de triagem. A cooperativa foi criada no segundo semestre do ano passado com o objetivo de gerir a Usina de Triagem e Compostagem - em processo de implantação no aterro sanitário.
Segundo a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são coletadas no Brasil, diariamente, aproximadamente 135 mil toneladas de resíduos domiciliares, e metade dos municípios dispõem seus resíduos em lixões. Em Umuarama, a administração municipal capitaneia um amplo projeto, que estabeleceu como meta prioritária atender 100% das regiões da cidade com a coleta seletiva até o segundo semestre de 2012.

Organização
A entidade umuaramense conta com 27 cooperados, além de trabalhar diretamente com outros 48 carrinheiros. O grupo é responsável pela coleta e preparação de aproximadamente vinte toneladas de materiais por mês. Com mais de 100 mil habitantes, Umuarama produz 55 toneladas de lixo diariamente. Menos de 1% vai para a reciclagem. Eliminar desperdícios e a figura do ‘atravessador', além de promover a conscientização maciça da população são metas tangíveis e necessárias, segundo análise da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente.
Outra proposta é desenvolver uma campanha de orientação e incentivo para a população passar a fazer a separação do lixo, destinando ao aterro somente o material orgânico e dando destinação diferente aos materiais recicláveis. A administração municipal presta assessoramento completo à cooperativa e é responsável pelo repasse que cobre despesas com ônibus, motorista para a coleta e apoio de pessoal na área administrativa.
"A partir da sensibilização da sociedade, certamente o volume disponibilizado para reciclagem será muito maior, necessitando de logística para a coleta, estrutura física e equipamentos para a a destinação adequada", explica o secretário Antonio Carlos Favaro. Parte dos recursos disponíveis serão empregados em treinamento e capacitação.

Caminhão
Um convênio assinado no final do ano passado, através da parceria com o Ministério da Saúde/Funasa, assegurou a liberação de R$ 200 mil para a compra de um caminhão. O veículo será utilizado pela cooperativa. A parceria município/Adema/Cooperuma será beneficiada, também, com equipamentos de informática e aulas de reciclagem.

Regulamentação é tema nacional
Após mais de 20 anos no Congresso, foi aprovado recentemente o projeto de lei 203-B/1991, que regulamenta a reciclagem e disciplina o manejo dos resíduos por meio da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A edição de algumas resoluções pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) veio suprir a lacuna legal, cuidando das questões urgentes com a fixação de critérios técnicos para o assunto, entre elas a Política Nacional de Educação Ambiental (lei 9.795/99) e posteriores Estatuto da Cidade (10.257/01) e Política Nacional de Saneamento Básico (lei 11.445/07).
A lei dá instrumentos ao Ministério Público para fiscalizar e punir, criando novos mecanismos de pressão às práticas inadequadas. Os governos municipais, estaduais e federal, juntamente com os setores industrial, de comércio e serviços terão quatro anos para a adaptação. O lixo remanescente da reciclagem irá para os aterros sanitários, que vão substituir os lixões em todo o território nacional.