SAÚDE PÚBLICA

Profissionais das UBS são capacitados para infecção por HTLV 1 e 2

Data de publicação: 23/10/2026

médico fala aos participantes da palestra

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Orientações estão sendo dadas pelo infectologista Ricardo Delfini Perci, em encontros com médicos e enfermeiros. Infecção pode permanecer sem sintomas durante anos

Médicos e enfermeiros do município que atendem diretamente à população das Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão recebendo capacitação para o diagnóstico e acompanhamento de pacientes com HTLV-1 e o HTLV-2, dois tipos do vírus linfotrópico de células ‘T’ humanas, que infecta células do sistema imunológico.

As orientações estão sendo dadas pelo infectologista do Ambulatório de Infectologia da Secretaria Municipal de Saúde, Ricardo Delfini Perci, na tarde desta sexta-feira, 23, e na próxima, dia 30, no anfiteatro da Secretaria de Saúde. O médico explicou que a infecção por estes vírus é crônica e pode permanecer sem sintomas durante muitos anos, ou até por toda a vida.

O vírus HTLV-1 é considerado o mais importante, clinicamente, e também o mais frequente. Está associado a doenças graves entre os infectados, como leucemia/linfoma (tipo de câncer do sangue) e a paraparesia espástica tropical/mielopatia (doença neurológica degenerativa que afeta a medula e a mobilidade das pernas), além de inflamação nos olhos e dermatites.

O HTLV-2 é menos patogênico e não possui associação direta com doenças graves, embora já tenha sido descrito em alguns quadros neurológicos ou inflamatórios raros. Nos dois casos, a transmissão ocorre por relações sexuais sem preservativo com pessoa infectada, compartilhamento de agulhas e seringas, contato com sangue contaminado e da mãe para o bebê, durante a amamentação.

Não existe tratamento que elimine o vírus do organismo. Entretanto, há acompanhamento pelo SUS e tratamento para as doenças associadas, quando elas aparecem. O diagnóstico é feito por exames de sangue e testes complementares para identificar a atividade do vírus.

“A capacitação leva mais conhecimentos aos profissionais para atender à população nas UBS, orientar sobre os riscos da infecção e diagnosticar possíveis casos, a fim de iniciar o acompanhamento o quanto antes”, explicou a coordenadora do Ambulatório de Infectologia, Maria de Lourdes Gianini.

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