Assistência Social
Unificação do combate ao trabalho infantil foi tema de capacitação
Data de publicação: 22/11/2018
As ações estratégicas da Rede Socioassistencial e Intersetorial de Umuarama para o combate ao trabalho infantil foram tema de um treinamento ao longo desta quinta-feira, 22, no anfiteatro da Prefeitura, com a assistente social Marly Correa Faria Bavia, palestrante de Paranavaí e membro do Conselho Regional de Serviço Social. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cidade teria cerca de 600 crianças envolvidas com o trabalho infantil, porém o município não tem informações sobre onde ou como esta mão de obra estaria sendo utilizada, segundo informou a secretária municipal de Assistência Social, Izamara Amado de Moura. A secretária defende a importância da escola na vida das crianças. “Só a educação é capaz de transformar as pessoas, a sua realidade, dar perspectivas de futuro. O trabalho infantil deve ser combatido porque ele afasta as crianças da escola e impede que ela desfrute da sua infância, vivenciando cada estágio do seu desenvolvimento”, apontou Izamara. Ela disse ainda que a rede socioassistencial precisa identificar onde estão essas crianças exploradas pelo trabalho infantil em Umuarama, “pois se elas existem, de fato, merecem todo acompanhamento e atenção”. A chefe da Divisão de Proteção Especial, Sandra Sousa Prates, informou que a secretaria deve planejar uma busca ativa para identificar casos de trabalho infantil. “O tema é tratado o tempo todo em nossa área. Desde janeiro realizamos planejamento e ações, especialmente em junho – mês dedicado ao combate – e esta capacitação agora envolve toda a rede de proteção à criança para qualificar e uniformizar as ações”, disse. Sandra Prates lembrou um projeto realizado recentemente com muito sucesso, que teve o apoio do Ministério Público do Trabalho, da Secretaria Municipal de Educação e de agentes comunitários de saúde, além da assistência social, envolvendo alunos do 4º ano do ensino fundamental nas escolas municipais. A assistente social Marly Bavia lembrou que o trabalho realizado pela rede socioassistencial deve ser focado na erradicação do trabalho infantil, “despertando a sociedade para os malefícios, os prejuízos que a prática representa para o desenvolvimento da criança”. Segundo ela, é necessário unir esforços e envolver toda a rede (com os membros de todas as divisões, parceiros, etc.) para livrar as crianças desse perigo, “promovendo ações de conscientização, acolhendo e apurando denúncias e mobilizando a comunidade para mudar esse paradigma, reforçando a rede de proteção”, comentou. Marly relacionou também a exploração sexual e o trabalho forçado dentro de casa, outros riscos que ameaçam as crianças, pois as impedem de viver a infância. A capacitação começou às 8h30 e foi encerrada por volta das 17h. Fotos: clique aqui Crédito: Tiago Boeing/ PMU
As ações estratégicas da Rede Socioassistencial e Intersetorial de Umuarama para o combate ao trabalho infantil foram tema de um treinamento ao longo desta quinta-feira, 22, no anfiteatro da Prefeitura, com a assistente social Marly Correa Faria Bavia, palestrante de Paranavaí e membro do Conselho Regional de Serviço Social. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cidade teria cerca de 600 crianças envolvidas com o trabalho infantil, porém o município não tem informações sobre onde ou como esta mão de obra estaria sendo utilizada, segundo informou a secretária municipal de Assistência Social, Izamara Amado de Moura.
A secretária defende a importância da escola na vida das crianças. “Só a educação é capaz de transformar as pessoas, a sua realidade, dar perspectivas de futuro. O trabalho infantil deve ser combatido porque ele afasta as crianças da escola e impede que ela desfrute da sua infância, vivenciando cada estágio do seu desenvolvimento”, apontou Izamara. Ela disse ainda que a rede socioassistencial precisa identificar onde estão essas crianças exploradas pelo trabalho infantil em Umuarama, “pois se elas existem, de fato, merecem todo acompanhamento e atenção”.
A chefe da Divisão de Proteção Especial, Sandra Sousa Prates, informou que a secretaria deve planejar uma busca ativa para identificar casos de trabalho infantil. “O tema é tratado o tempo todo em nossa área. Desde janeiro realizamos planejamento e ações, especialmente em junho – mês dedicado ao combate – e esta capacitação agora envolve toda a rede de proteção à criança para qualificar e uniformizar as ações”, disse.
Sandra Prates lembrou um projeto realizado recentemente com muito sucesso, que teve o apoio do Ministério Público do Trabalho, da Secretaria Municipal de Educação e de agentes comunitários de saúde, além da assistência social, envolvendo alunos do 4º ano do ensino fundamental nas escolas municipais.
A assistente social Marly Bavia lembrou que o trabalho realizado pela rede socioassistencial deve ser focado na erradicação do trabalho infantil, “despertando a sociedade para os malefícios, os prejuízos que a prática representa para o desenvolvimento da criança”. Segundo ela, é necessário unir esforços e envolver toda a rede (com os membros de todas as divisões, parceiros, etc.) para livrar as crianças desse perigo, “promovendo ações de conscientização, acolhendo e apurando denúncias e mobilizando a comunidade para mudar esse paradigma, reforçando a rede de proteção”, comentou.
Marly relacionou também a exploração sexual e o trabalho forçado dentro de casa, outros riscos que ameaçam as crianças, pois as impedem de viver a infância. A capacitação começou às 8h30 e foi encerrada por volta das 17h.
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Crédito: Tiago Boeing/ PMU