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Prefeitura de Umuarama e SEMA recolhem 40 mil lâmpadas fluorescentes

Data de publicação: 07/02/2011

Foto da matéria Prefeitura de Umuarama e SEMA recolhem 40 mil lâmpadas fluorescentes

 A Prefeitura de Umuarama, através da Secretaria Municipal de Agricultura, Meio Ambiente e Turismo - em parceria com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMA) -, encerrou a primeira fase de recolhimento de lâmpadas fluorescentes. Nos últimos meses foram recolhidas aproximadamente 40 mil lâmpadas. O processo contempla outros municípios da região da Amerios e atende as diretrizes do programa Desperdício Zero e do G22, grupo que reúne os municípios paranaenses que mais geram resíduos. Oprograma Desperdício Zero tem como meta reduzir em 30% o volume de lixo gerado no Paraná. A prioridade do G22 é formular ações integradas capazes de beneficiar diretamente o recolhimento e a destinação de diversos tipos de resíduos e a geração de emprego e renda. “A intenção é buscar soluções conjuntas”, explica o diretor da secretaria, Claudio Marconi. Uma empresa especializada é responsável pelo transporte das lâmpadas fluorescentes até a capital do Estado, onde passam pelo processo de reciclagem e recebem a destinação adequada. Além de Umuarama, integram o G22 Maringá, Londrina, Ivaiporã, Paranavaí, União da Vitória, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Rio Negro, Toledo, Arapongas, Apucarana, Telêmaco Borba, Pato Branco, Cascavel, Irati, Jacarezinho, Francisco Beltrão, Campo Mourão, Curitiba, Paranaguá e Guarapuava. Juntos, são responsáveis por 90% da geração de lixo do Estado (algo em torno de 20 mil toneladas diárias). “Pelo que sabemos, trata-se do primeiro recolhimento de lâmpadas em grande escala na região, que está despertando para a importância das ações que efetivamente são benéficas ao meio ambiente. No caso em questão, estamos eliminando um passivo ambiental expressivo”, explica. “Umuarama apoia integralmente as diretrizes do G22”, ressalta o prefeito Moacir Silva. “O recolhimento de dezenas de milhares de lâmpadas fluorescentes, que possuem enorme potencial poluente e muitas vezes são depositadas em locais inapropriados, é uma ação efetiva e que demonstra o interesse no tema”, avalia.

Coleta seletiva - - Um dos pontos abordados praticamente em todas as reuniões do G22, que ocorrem mensalmente em Curitiba, é a necessidade de aprimorar o processo que envolve a coleta seletiva. Considerada fundamental para reforçar os princípios de sustentabilidade, pode fortalecer os Arranjos Produtivos Locais (APLs), aumentar a vida útil dos aterros sanitários e melhorar a qualidade de vida da população. “Os encontros do G22 são úteis para o mapeamento das necessidades de cada município, em relação às especificidades dos diversos tipos de resíduos”, encerra Marconi.

Lâmpadas escondem um perigo: o mercúrio
Elas seduzem o consumidor, porque consomem menos energia. São mais caras que as comuns, mas duram mais (em média, até três anos). O problema é que, depois de queimadas, o destino quase sempre é um só. Quarenta milhões de lâmpadas fluorescentes vão para o lixo, no país. Cada uma delas carrega, em média, dez miligramas de mercúrio, substância tóxica para o organismo. Individualmente é pouco. Somadas, entretanto, dispensam anualmente cerca de meia tonelada no meio ambiente. A quantidade preocupa especialistas, pois trata-se de um dos principais poluentes, levando a doenças mentais, psiquiátricas e, no caso de crianças pequenas, pode levar à má formação, além de poder provocar doenças renais graves.

- - - - - No Brasil, existem apenas sete empresas de reciclagem de lâmpadas. Elas só recebem volumes grandes, difíceis de se juntar em uma residência

- - - - - Praticamente inexistem, no Brasil, regulamentações específicas. Americana (SP) saiu na frente. Quatro anos atrás, criou uma lei para regulamentar o descarte (o consumidor deixa o material nos postos de coleta estratégicos ou no estabelecimento em que adquiriu o produto) - 73% das lâmpadas fluorescentes vendidas na cidade do interior paulista passam pela reciclagem
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