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Tráfego de veículos pesados pode ser proibido na região do Alto São Francisco
Data de publicação: 29/07/2011
A discussão sobre o intenso tráfego de caminhões, carretas e outros veículos de carga por ruas e avenidas do bairro Alto São Francisco, em Umuarama, motivou uma audiência na 1ª Vara Cível, na última quarta-feira (27) à tarde. Participaram o prefeito Moacir Silva, o procurador jurídico do município, Marcelo Gomes do Vale, e dois representantes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER): Sergio Luis Ferrari e Maria Lucia Sanches Foltran.Como medida imediata, a administração municipal propôs a recuperação da malha asfáltica no trecho urbano que suporta a ligação entre as rodovias PR-480 (saída para Serra dos Dourados) e PR-487 (saída para Maria Helena), no prazo máximo de noventa dias (início). Os investimentos ficariam integralmente a cargo do governo do Estado. O Executivo municipal também propôs a execução de um projeto de contorno, desviando o tráfego dos veículos que fluem pelos acessos mencionados. "A questão não vem sendo tratada de forma emergencial, como deveria", explica o prefeito Moacir Silva. "Visitei pessoalmente o governador Beto Richa no início do ano, expondo o sério problema, que aflige diretamente as vidas de milhares de famílias", ressalta. Anteriormente, o prefeito já havia levado a demanda aos ex-governadores Roberto Requião e Orlando Pessuti.A obra também seria integralmente custeada pelo DER, que teria prazo máximo de 180 dias para apresentar um projeto condizente e um ano para conclusão da obra. A juíza substituta Diele Denardin Zydek suspendeu a audiência de conciliação pelo prazo de trinta dias, devendo o DER apresentar parecer a respeito no prazo estipulado.No ato da convocação da audiência, o Ministério Público sugestionou proibir veículos pesados de usarem a avenida Rio Grande do Norte e ruas laterais como acesso à PR-323, como vem ocorrendo atualmente. No ano passado, o prefeito recebeu uma "recomendação administrativa" da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Umuarama, pedindo a adoção de providências em curto prazo, no sentido de regulamentar o trânsito no bairro. "Estamos decididos, se for o caso, a adotar as medidas necessárias e realmente impedir o tráfego de veículos pesados, empregando a estrutura da Secretaria de Defesa Social (Guarda Municipal) e o que mais for necessário", salienta Moacir Silva. "Principalmente, porque o que está em jogo é o conforto dos moradores da localidade, os quais se sentem privados de seus direitos fundamentais, com a constante perturbação", complementa.HistóricoO problema começou com a reclamação dos moradores do bairro sobre as péssimas condições do asfalto. Por vários anos não houve a necessária conservação e a pavimentação ficou seriamente avariada em função do aumento do tráfego de veículos de carga. As vias públicas esburacadas resultam em mais barulho e poluição provocados por caminhões, carretas e outros do gênero.O considerável aumento do tráfego de veículos de carga na PR-487 deve-se à preferência dos motoristas que procedem, principalmente, do Mato Grosso do Sul pelo trecho que demanda de Porto Camargo passando por Icaraíma, Ivaté e Umuarama, antes de ganhar a PR-323 para seguir rumo a Paranaguá ou outros centros distribuidores ou armazenadores do Paraná.Nesse ponto, a Promotoria Pública acentua que "o problema em questão não foi provocado pelos moradores do Alto São Francisco, mas sim por uma atitude impensada do governo do Estado que, prematuramente, inaugurou o complexo de pontes do Porto Camargo sem antes viabilizar rodovias adequadas para que caminhões que ingressassem no Estado por Icaraíma chegassem à PR-323 e continuassem viagem rumo ao porto de Paranaguá, fato este que fez com que os caminhoneiros optassem por passar por Alto Paraíso, Xambrê, Umuarama; ou por Icaraíma, Ivaté e Umuarama, em rodovias sem condições de receber grande fluxo de veículos.reportagem - Sérgio Santosfoto - José Anselmo Sabino
A discussão sobre o intenso tráfego de caminhões, carretas e outros veículos de carga por ruas e avenidas do bairro Alto São Francisco, em Umuarama, motivou uma audiência na 1ª Vara Cível, na última quarta-feira (27) à tarde. Participaram o prefeito Moacir Silva, o procurador jurídico do município, Marcelo Gomes do Vale, e dois representantes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER): Sergio Luis Ferrari e Maria Lucia Sanches Foltran.
Como medida imediata, a administração municipal propôs a recuperação da malha asfáltica no trecho urbano que suporta a ligação entre as rodovias PR-480 (saída para Serra dos Dourados) e PR-487 (saída para Maria Helena), no prazo máximo de noventa dias (início). Os investimentos ficariam integralmente a cargo do governo do Estado. O Executivo municipal também propôs a execução de um projeto de contorno, desviando o tráfego dos veículos que fluem pelos acessos mencionados. "A questão não vem sendo tratada de forma emergencial, como deveria", explica o prefeito Moacir Silva. "Visitei pessoalmente o governador Beto Richa no início do ano, expondo o sério problema, que aflige diretamente as vidas de milhares de famílias", ressalta. Anteriormente, o prefeito já havia levado a demanda aos ex-governadores Roberto Requião e Orlando Pessuti.
A obra também seria integralmente custeada pelo DER, que teria prazo máximo de 180 dias para apresentar um projeto condizente e um ano para conclusão da obra. A juíza substituta Diele Denardin Zydek suspendeu a audiência de conciliação pelo prazo de trinta dias, devendo o DER apresentar parecer a respeito no prazo estipulado.
No ato da convocação da audiência, o Ministério Público sugestionou proibir veículos pesados de usarem a avenida Rio Grande do Norte e ruas laterais como acesso à PR-323, como vem ocorrendo atualmente. No ano passado, o prefeito recebeu uma "recomendação administrativa" da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Umuarama, pedindo a adoção de providências em curto prazo, no sentido de regulamentar o trânsito no bairro. "Estamos decididos, se for o caso, a adotar as medidas necessárias e realmente impedir o tráfego de veículos pesados, empregando a estrutura da Secretaria de Defesa Social (Guarda Municipal) e o que mais for necessário", salienta Moacir Silva. "Principalmente, porque o que está em jogo é o conforto dos moradores da localidade, os quais se sentem privados de seus direitos fundamentais, com a constante perturbação", complementa.
Histórico
O problema começou com a reclamação dos moradores do bairro sobre as péssimas condições do asfalto. Por vários anos não houve a necessária conservação e a pavimentação ficou seriamente avariada em função do aumento do tráfego de veículos de carga. As vias públicas esburacadas resultam em mais barulho e poluição provocados por caminhões, carretas e outros do gênero.
O considerável aumento do tráfego de veículos de carga na PR-487 deve-se à preferência dos motoristas que procedem, principalmente, do Mato Grosso do Sul pelo trecho que demanda de Porto Camargo passando por Icaraíma, Ivaté e Umuarama, antes de ganhar a PR-323 para seguir rumo a Paranaguá ou outros centros distribuidores ou armazenadores do Paraná.
Nesse ponto, a Promotoria Pública acentua que "o problema em questão não foi provocado pelos moradores do Alto São Francisco, mas sim por uma atitude impensada do governo do Estado que, prematuramente, inaugurou o complexo de pontes do Porto Camargo sem antes viabilizar rodovias adequadas para que caminhões que ingressassem no Estado por Icaraíma chegassem à PR-323 e continuassem viagem rumo ao porto de Paranaguá, fato este que fez com que os caminhoneiros optassem por passar por Alto Paraíso, Xambrê, Umuarama; ou por Icaraíma, Ivaté e Umuarama, em rodovias sem condições de receber grande fluxo de veículos.
reportagem - Sérgio Santos
foto - José Anselmo Sabino