Serviços Públicos

Trabalhadoras são intoxicadas por veneno em esteira de reciclagem

Data de publicação: 25/01/2018

Foto da matéria Trabalhadoras são intoxicadas por veneno em esteira de reciclagem

Duas integrantes da Cooperativa de Catadores de Recicláveis de Umuarama (Cooperuma), que atuam no processamento de resíduos recolhidos pela coleta seletiva, foram intoxicadas por causa de um inseticida dispensado em meio ao material, nesta quinta-feira, 25. Maria Goretti Fonseca e Maria Amanda de Mello precisaram ser socorridas pelo Samu e hospitalizadas e no final da tarde o quadro de saúde apresentou melhoras. Este não foi o primeiro incidente que colocou a segurança dos cooperados em risco.

Além dos problemas de saúde e do risco à vida das trabalhadoras, a contaminação prejudicou o trabalho ao longo do dia. O veneno – multi-inseticida Lorsban, de contato e ingestão, para um amplo espetro de pragas agrícolas – contaminou a esteira onde é feita a separação dos recicláveis, por isso as atividades foram encerradas ainda na parte da manhã, para limpeza e desinfecção. O serviço ficou acumulado, já que a coleta seletiva é feita todos os dias da semana, e pode complicar um pouco a rotina dos cooperados com a coleta desta sexta-feira.

A cooperada Gisele Nascimento Domingos, presidente da cooperativa, pede que a população não misture lixo orgânico ao material que é destinado à coleta seletiva. “Notamos que ainda vai muito material reciclável para o lixo comum. E no que é separado, às vezes encontramos restos de comida, folhas, insetos e até animais mortos”, lamenta. Além disso, com frequência são encontrados agulhas, seringas e vidro quebrado mal acondicionado, o que aumenta os riscos aos trabalhadores.

Gisele também pede à população para passar uma água por dentro de embalagens de produtos lácteos, como caixinhas de leite, requeijão, iogurte, leite condensado e outros, para evitar o mau cheiro, e que todos evitem jogar materiais orgânicos entre os recicláveis, muito menos veneno e outros produtos tóxicos, pois os materiais são processados manualmente pelos cooperados, antes de passarem pela prensa e seguirem para o armazenamento. Uma das vítimas da intoxicação, Maria Amanda, é secretária da diretoria que tomou posse em outubro de 2017.

 

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