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Projeto 'João de Barro' inova na formação de mão de obra e vira exemplo
Data de publicação: 16/08/2011
Lançado recentemente pela Prefeitura de Umuarama, através da Secretaria de Indústria e Comércio, o projeto João de Barro chama a atenção por diversos aspectos. Voltado à formação profissional de pedreiros, carpinteiros, pintores, encanadores e azulejistas, tem caráter inovador, ora pelo desperdício zero de materiais, ora pelo incentivo à participação efetiva das mulheres em um dos segmentos mais ‘aquecidos' (e com mão de obra escassa) da economia atual - a construção civil.Até o final do ano, serão formados cem profissionais (10% mulheres). O curso tem carga de 160 horas (conteúdos teórico e prático). O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) é o parceiro contratado. "Um dos aspectos mais significativos é que metade dos nossos alunos já está no mercado, com carteira de trabalho assinada", avalia o chefe de Capacitação de Mão de Obra da secretaria, Benedito Moreno dos Santos, o ‘Tuca'."De experimental, o projeto passou a ser exemplar", define o prefeito Moacir Silva. "Por apresentar grande potencial, a iniciativa entrará no nosso plano de governo. Ou seja, novas unidades serão construídas", ressalta o chefe do Executivo, que acompanhou a aula prática da última semana.Não ao desperdícioEm cursos convencionais, ocorre grande desperdício de materiais, já que os módulos de construção, invariavelmente, são demolidos. No projeto João de Barro, ocorre justamente o contrário. A casa, que está sendo edificada em um terreno da Prefeitura, no parque Tarumã, estará pronta até o final do ano e terá destinação social. Segundo as diretrizes do projeto, o objetivo é beneficiar uma família de baixo poder aquisitivo. As casas possuirão 43,4 m², sendo 100% custeadas pelo município.Dignidade"O trabalho traz dignidade às pessoas. O projeto representa a oportunidade de transformar a realidade de muitos, melhorando a auto-estima, pois passam a se sentir incluídos, úteis e valorizados", avalia o secretário municipal de Indústria e Comércio, Rômulo Rauen."Está sendo uma experiência muito interessante para mim, já que o curso é totalmente fora da minha área. Sou cobradora, mas acho linda e gosto da profissão de pedreiro", diz a aluna Edna Xavier.O ponto de vista é compartilhado por outros, como o aluno Everton Barbosa, que largou o emprego em uma fábrica de estofados para fazer o curso de pedreiro. "Fiz o curso, já consegui serviço e tudo que eu aprendo na teoria aplico na obra", diz."O curso realiza um antigo sonho dos empresários do setor da construção civil, do próprio prefeito Moacir Silva e do Senai. Fizemos uma boa parceria", diz o instrutor Márcio Rogério da Silva, que é mestre de obras. "A parte prática está a cargo da Prefeitura, e o conteúdo teórico é ministrado no Senai", diz.Avaliação positivaA capacitação de mão de obra, bem como fomentar a empregabilidade, através de iniciativa da própria Prefeitura e de ações desenvolvidas através de parcerias, são prioridades da administração municipal. "O balanço é muito positivo", diz o prefeito Moacir Silva, lembrando que o tema está contemplado no Plano 12, programa de governo da gestão. "São diversas ações, com resultados efetivos. Temos o Programa do Primeiro Emprego (Promupe), que teve início no segundo semestre de 2009, garantindo vagas para centenas de jovens. É algo pioneiro, que já chamou a atenção de outros municípios do Paraná e de outros Estados", diz. "A falta de oportunidades de trabalho para os jovens sem experiência sempre foi minha preocupação, e o Promupe está conseguindo enfrentar de frente a questão", destaca.A cada contratado, o empregador ganha crédito de 40% do valor do salário mínimo ao mês (R$ 540 x 40% = R$ 216,00, ou R$ 2592,00 ao ano) que pode ser usado no pagamento dos tributos municipais (IPTU, ISS, ITBI, etc). Uma empresa, dependendo do porte, pode empregar até cinco jovens pelo Promupe."Também é necessário ressaltar que centenas de pessoas já foram devidamente capacitadas para o mercado de trabalho através de cursos desenvolvidos pela Prefeitura, através da integração de secretárias como Indústria e Comércio, Assistência Social, Provopar e parceiros do Sistema S (Sesi, Senac, Sesi, Sebrae e outros). A maioria absoluta está empregada", comemora. As opções soa diversas. Alguns exemplos são costura industrial, informática, bordado a máquina, corte e costura, panificação, confeitaria, cabeleireiro, manicure, bordados manuais, pintura em tecido, confecção de lingerie e muito mais, em conformidade com as tendências de mercado.Sérgio Santos (redação) e José Anselmo Sabino (imagem)
Lançado recentemente pela Prefeitura de Umuarama, através da Secretaria de Indústria e Comércio, o projeto João de Barro chama a atenção por diversos aspectos. Voltado à formação profissional de pedreiros, carpinteiros, pintores, encanadores e azulejistas, tem caráter inovador, ora pelo desperdício zero de materiais, ora pelo incentivo à participação efetiva das mulheres em um dos segmentos mais ‘aquecidos' (e com mão de obra escassa) da economia atual - a construção civil.
Até o final do ano, serão formados cem profissionais (10% mulheres). O curso tem carga de 160 horas (conteúdos teórico e prático). O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) é o parceiro contratado. "Um dos aspectos mais significativos é que metade dos nossos alunos já está no mercado, com carteira de trabalho assinada", avalia o chefe de Capacitação de Mão de Obra da secretaria, Benedito Moreno dos Santos, o ‘Tuca'.
"De experimental, o projeto passou a ser exemplar", define o prefeito Moacir Silva. "Por apresentar grande potencial, a iniciativa entrará no nosso plano de governo. Ou seja, novas unidades serão construídas", ressalta o chefe do Executivo, que acompanhou a aula prática da última semana.
Não ao desperdício
Em cursos convencionais, ocorre grande desperdício de materiais, já que os módulos de construção, invariavelmente, são demolidos. No projeto João de Barro, ocorre justamente o contrário. A casa, que está sendo edificada em um terreno da Prefeitura, no parque Tarumã, estará pronta até o final do ano e terá destinação social. Segundo as diretrizes do projeto, o objetivo é beneficiar uma família de baixo poder aquisitivo. As casas possuirão 43,4 m², sendo 100% custeadas pelo município.
Dignidade
"O trabalho traz dignidade às pessoas. O projeto representa a oportunidade de transformar a realidade de muitos, melhorando a auto-estima, pois passam a se sentir incluídos, úteis e valorizados", avalia o secretário municipal de Indústria e Comércio, Rômulo Rauen.
"Está sendo uma experiência muito interessante para mim, já que o curso é totalmente fora da minha área. Sou cobradora, mas acho linda e gosto da profissão de pedreiro", diz a aluna Edna Xavier.
O ponto de vista é compartilhado por outros, como o aluno Everton Barbosa, que largou o emprego em uma fábrica de estofados para fazer o curso de pedreiro. "Fiz o curso, já consegui serviço e tudo que eu aprendo na teoria aplico na obra", diz.
"O curso realiza um antigo sonho dos empresários do setor da construção civil, do próprio prefeito Moacir Silva e do Senai. Fizemos uma boa parceria", diz o instrutor Márcio Rogério da Silva, que é mestre de obras. "A parte prática está a cargo da Prefeitura, e o conteúdo teórico é ministrado no Senai", diz.
Avaliação positiva
A capacitação de mão de obra, bem como fomentar a empregabilidade, através de iniciativa da própria Prefeitura e de ações desenvolvidas através de parcerias, são prioridades da administração municipal. "O balanço é muito positivo", diz o prefeito Moacir Silva, lembrando que o tema está contemplado no Plano 12, programa de governo da gestão. "São diversas ações, com resultados efetivos. Temos o Programa do Primeiro Emprego (Promupe), que teve início no segundo semestre de 2009, garantindo vagas para centenas de jovens. É algo pioneiro, que já chamou a atenção de outros municípios do Paraná e de outros Estados", diz. "A falta de oportunidades de trabalho para os jovens sem experiência sempre foi minha preocupação, e o Promupe está conseguindo enfrentar de frente a questão", destaca.
A cada contratado, o empregador ganha crédito de 40% do valor do salário mínimo ao mês (R$ 540 x 40% = R$ 216,00, ou R$ 2592,00 ao ano) que pode ser usado no pagamento dos tributos municipais (IPTU, ISS, ITBI, etc). Uma empresa, dependendo do porte, pode empregar até cinco jovens pelo Promupe.
"Também é necessário ressaltar que centenas de pessoas já foram devidamente capacitadas para o mercado de trabalho através de cursos desenvolvidos pela Prefeitura, através da integração de secretárias como Indústria e Comércio, Assistência Social, Provopar e parceiros do Sistema S (Sesi, Senac, Sesi, Sebrae e outros). A maioria absoluta está empregada", comemora. As opções soa diversas. Alguns exemplos são costura industrial, informática, bordado a máquina, corte e costura, panificação, confeitaria, cabeleireiro, manicure, bordados manuais, pintura em tecido, confecção de lingerie e muito mais, em conformidade com as tendências de mercado.
Sérgio Santos (redação) e José Anselmo Sabino (imagem)