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Secretaria de Saúde apresenta fluxograma para casos suspeitos de dengue
Data de publicação: 15/01/2010
A Secretaria Municipal de Saúde coordenou ontem à tarde, no anfiteatro do Paço da Amizade, uma reunião com enfermeiras e atendentes das 22 unidades básicas do município, além do Posto Central. Um fluxograma para casos suspeitos de dengue foi apresentado, apontando a necessidade de um protocolo comum. "Estamos buscando estabelecer um canal de comunicação constante", explica a coordenadora do setor de Vigilância em Saúde, Renata Pititto. Com o surgimento de casos suspeitos, é importantíssimo que todas as unidades tenham condições de diagnosticar e proceder o encaminhamento adequadamente. O fluxograma sugere que o paciente com sintomas passe por consulta médica e, nos casos suspeitos, inicie com hidratação oral por cinco dias. O terceiro passo é a solicitação de centrifugação sorológica para dengue (pelo médico ou enfermeiro). O quarto passo é notificar e investigar. Após a notificação, o setor de Vigilância em Saúde deve realizar o bloqueio de vetores. Os pacientes devem ser encaminhados para a coleta do material de exame. No ano passado, foram registrados no Paraná três casos de febre hemorrágica e dois casos de dengue com complicação (nenhuma morte). Para 2010, a recomendação é que os municípios fiquem atentos quanto à possibilidade de uma epidemia de dengue hemorrágica, uma vez que circulam três tipos diferentes de vírus da doença. Por outro lado, as autoridades sanitárias que atuam na fronteira com o Paraguai e a Argentina preparam um plano de combate à dengue e de controle da doença. O avanço nos países vizinhos e a ameaça de uma epidemia transnacional colocaram a região em alerta e a prevenção deve ser reforçada com trabalhos coordenados e de cooperação. "Muitas pessoas viajam de um Estado para outro, e mesmo de um país para outro. O fluxo é grande e temos, em decorrência do volume de chuvas e do forte calor, as condições propícias para a proliferação, como atestam as elevações dos índices de infestação em Umuarama e diversas outras localidades. Então, é preciso estar em constante alerta", explica Pititto.